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No meu reino

Episódios de uma família como tantas outras

No meu reino

Episódios de uma família como tantas outras

Visita à Maternidade CUF Porto

 

Na 2ª-feira aproveitámos o atraso na consulta para visitarmos a maternidade do Hospital CUF Porto, onde tenho sido seguida na minha gravidez. Gostei muito do que vi. Achei a unidade de partos muito bem preparada para todas as eventualidades, quer por parte do bebé quer por parte da mãe. A enfermeira-parteira que nos fez a visita explicou-nos que a unidade de cuidados intensivos neonatais está ao nível de um hospital público, o que nos tranquiliza, de algum modo. Mencionou, ainda, que com o meu tempo (34 semanas) já poderia ter lá a minha bebé caso entrasse em trabalho de parto. Fiquei aliviada, confesso. A ideia de ter um parto no público não me agradava nada. Não que tenha tido uma má experiência prévia num hospital público, até porque o meu primeiro filho nasceu no privado, mas a ideia de ficar largada ao abandono numa maca no meio de um corredor por não ter vaga na sala de partos, a agoniar de dores e a chamar por socorro por sentir o bebé a nascer e estar completamente sozinha, sem o meu marido ao lado, e ainda por cima ouvir "- Ó minha senhora, deixe de ser histérica!", como aconteceu com alguém da minha família, não é para uma mulher com as minhas entranhas! Acho que no momento em que somos mães devemos ter o direito a um tratamento humano e digno. A privacidade, acompanhamento, conforto e outros mimos que são oferecidos pelas unidades privadas são indispensáveis para uma mulher que acabou de ser mãe e lamento muito por todos os pais que, por razões financeiras, não podem admitir esta possibilidade. É, de facto, muito injusto!

Depois de nos mostrar os quartos, que já conhecia (e não pelos melhores motivos, infelizmente), mostrou-nos a sala dos banhos e os procedimentos que costumam tomar. Por exemplo, o pediattra vem observar os bebés à sala de banhos antes de tomarem banho para não terem de ser despidos duas vezes. Achei esse cuidado muito interessante. Questionei-a sobre a segurança e mencionou que todos os bebés têm pulseira eletrónica. Outro aspeto de que gostei particularmente foi o facto de, se sentirmos necessidade de descansar, os bebés podem ficar com as enfermeiras e poderemos ter uma noite descansada. Só se estiver a entrar em coma, de outro modo quero estar sempre junto da minha little C..Há, de igual modo, uma equipa de pediatria-obstetrícia 24h por dia para nos prestar auxílio. 

Inevitável foi não comparar com a Ordem da Lapa, onde nasceu o irmão. Assim, em relação aos:

1. Quartos: apesar de na CUF ser tudo novo e com vista para o mar, os quartos na Ordem da Lapa são maiores e têm uma cama para o papá (na CUF o sofá vira cama; não é que se durma mal (já lá dormi), mas não é o mesmo conforto de uma cama). Na Lapa, o meu quarto tinha uma espécie de antecâmara com sofás para as visitas, o que deu jeito, nomeadamente quando me vieram lavar.

 

2. WC: achei maiores e melhor equipados na CUF. Na CUF, a mamã tem de levar os seus produtos para o banho;

 

3. Segurança: pareceu-me que a CUF está melhor preparada, nomeadamente porque adotaram o sistema de pulseira eletrónica. Na Ordem da Lapa, em 2008, o bebé não tinha pulseira ,e apesar de me ter sentido muito segura, não deixa de ser uma mais-valia e um descanso para nós.

 

4. Estacionamento: é melhor na Lapa, até porque é gratuito. Na CUF é pago, o que é um fator a relevar já que o pai passa o dia todo connosco. No final do internamento é uma pequena fortuna.

 

Sobretudo, o que pesou na nossa decisão foi a equipa de pediatria. Conhecemos quase todos os pediatras que lá trabalham e não tenho nada a apontar. Isso é o mais importante para mim, os recursos humanos. Ficamos mais tranquilas quando confiamos naqueles que cuidam de nós. Espero não me desiludir.

Este vídeo também ajudou na tomada de decisão: