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No meu reino

Episódios de uma família como tantas outras

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Recordar Paris...

O que dizer de Paris? É uma senhora elegante, imponente e cheia de encantos!!! Um poema materializado, a cidade luz e do amor deslumbrou-me e deixou-me com vontade de lá voltar.

Conheci Paris em fevereiro de 2012. Não foi a melhor altura do ano para visitar a cidade, confesso, porque apanhei temperaturas de 13 graus negativos durante o dia e em uma das noites estava qualquer coisa como 26 graus abaixo de zero! Coisa pouca, portanto! O frio, assim como a chuva, pode estragar ou condicionar severamente uma viagem. Aconteceu-me não poder realizar algumas atividades que tinha planeado devido ao frio excessivo, como um passeio de barco pelo rio Sena ao final da tarde, por exemplo. Mas com camadas e camadas de roupa, que me fizeram sósia do boneco da Michelin, muito chocolate quente e chupar pastilhas de Strepfen como quem chupa rebuçados, deu para fazer o essencial.

Da experiência de Paris, destacaria os edifícios da cidade. Mesmo os prédios habitacionais são um espanto! Passei a compreender melhor a expressão "à grande e à francesa", porque, de facto, aqueles senhores tratam a elegância e magnitude por tu! Como diria o Dâmaso Salcede, é tudo "Chic a valer!" As montras das lojas e pastelarias também são um deleite para os olhos! Está tudo tão bem arranjado, dá mesmo vontade de passear pelas ruas! Os monumentos encontram-se, igualmente, bem apresentados e conservados. Adorei as charretes dos crepes que se viam por todo o lado e, claro está, ninguém resiste a um crepe com nutella e banana, à bela maneira "parisienne"! E as pontes de Paris??? Ai, as pontes de Paris!!! Pena que retiraram a ponte dos cadeados. Tinha guardado o meu para colocar com o meu amor numa próxima visita! Uma foto na parede do amor terá de bastar!

Não houve algo de que gostasse particularmente. Paris é um todo e foi esse todo que trouxe na memória. Recordo, contudo, com maior saudade a zona de Montmartre, um dos bairros mais encantadores e charmosos de Paris, onde se inspiram os pintores e se respira arte!

O que não me deixou, certamente, saudade foi a rudeza dos franceses. Tirando o porteiro do Ritz (não, não fiquei lá hospedada, com muita pena minha!), foram todos antipáticos e arrogantes! Os preços também são de fugir, mas Paris é Paris! Voltarei, desta vez com os meus príncipes!

 

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