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No meu reino

Episódios de uma família como tantas outras

No meu reino

Episódios de uma família como tantas outras

O segundo trimestre da minha gravidez

A consulta de urgência às 12 semanas tranquilizou-me. Estava com hemorragias, mas a placenta estava colada e o bebé encontrava-se bem. Teria sido apenas uma inflamação do colo do útero, provavelmente provocada pela progesterona que introduzia diariamente. Ufa! Continuei de cama por mais 3 semanas e a partir daí fui, gradualmente, saindo da alcova. Com toda a paciência, comecei a levantar-me, a estar mais tempo sentada, a endireitar-me. Por volta das 19 semanas consegui fazer o jantar!!! Nunca tive tanta vontade de cozinhar!!!

De facto, o segundo trimestre foi o mais dourado e só me trouxe boas notícias. Os enjoos desapareceram por volta das 15 semanas e voltei a ter apetite. Estava faminta, apetecia-me comer de tudo. E comi, dentro daquilo que a minha não imunidade à toxoplasmose permitiu. Foi também às 15 semanas que fiz o Harmony, que confirmou os resultados do meu rastreio bioquímico e me tranquilizou face às trissomias. Este teste trouxe-me um outro presente: descobri que dentro de mim crescia uma menina! Fiquei tão emocionada. O meu instinto dizia-me que era uma menina e já na eco do 1º trimestre, que realizei ás 13 semanas, a médica deu-me o palpite de que seria uma menina. Agora não restavam dúvidas: podia pensar em tons rosa e passaria pela experiência de ser mãe de um rapaz e de uma rapariga!!! E nessa mesma semana comprei-lhe uma saia e um vestido! E fiz planos...vislumbrei as nossas memórias futuras...tudo o que quero viver com a mulher da minha vida...a minha filha!

Por volta das 18 semanas fiz a prova a glicose, que é um exame que me custa muito fazer, confesso. Aquele sabor agonia-me de um modo que ando enjoada dias. Os resultados não podiam, porém, ser melhores. Estava, finalmente, a viver a minha gravidez. Descentrei-me das dores e das preocupações e passei a focalizar-me no enxoval da bebé C. Uma vez por semana saía de casa para almoçar na casa dos meus pais. Estar em casa fechada esgota a paciência de qualquer alminha e naqueles pequenos momentos em que podia apanhar ar ganhava anos de vida. E foi assim ... até às 27 semanas...