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No meu reino

Episódios de uma família como tantas outras

No meu reino

Episódios de uma família como tantas outras

Constança aos 2 meses

Mede: 57 cm

Pesa: 5280 gr.

Competências e afins:

- Sorri muito, especialmente para a mamã;

- Palra imenso, quer estar sempre na cavaqueira, mesmo de madrugada;

- Gosta de dormir no colinho e na cama dos papás;

- Segue objetos;

- Procura o som;

- Segura a cabeça;

- Consegue virar-se;

- Leva a mão à boca e tira a chucha;

- Gosta do banho e detesta sair da água:

- Presta atenção à televisão;

- Não gosta de passear no carrinho;

- Não é fã de chucha, com muita pena nossa, porque gostar de chucha dá muito jeito;

- Já fez uma viagem de carro de 220 km para cada lado e portou-se muito bem;

- Dorme 3 a 4 horas seguidas durante a noite;

- Faz sestas de 15 a 30 minutos durante a tarde.

I am Amesterdam

Dos lugares que mais adorei conhecer no velho continente foi Amesterdão! Para além de ser uma cidade linda de morrer, uma espécie de Veneza do norte, tem uma particularidade que para mim faz toda a diferença quando viajo: a simpatia do povo! Os holandeses são gentis, afáveis, simpáticos, bem-disposto, enfim podia continuar a enumerar adjetivos para elogiar estes anfitriões. 

A cidade, sendo relativamente pequena, tem muita oferta cultural: desde o museu de Van Gogh, um dos meus pintores favoritos, ao museu do sexo, há programas para todos os gostos. Destacaria, contudo, dois programas que, para mim, são obrigatórios numa visita a Amesterdão: 1) uma passagem pela casa-museu de Anne Frank, que me deixou com pele de galinha, confesso. A casa está exatamente como era no período da 2ª Guerra Mundial, só foram retiradas as mobílias por decisão de Otto Frank. Para quem, como eu, leu o diário, é uma visita muito emocional. É difícil não deixar cair as lágrimas quando chegamos à cave do museu e observamos alguns objetos que vieram dos campos de concentração e as fotografias que testemunham o que por lá se viveu. Lembro-me, particularmente, dos imensos pares de óculos e de umas botinhas de bebé. Doeu, ainda que tenha valido a pena; 2) um passeio de barco pelos canais, porque dá para ficar com uma ideia de toda a cidade e aprende-se muito sobre a cultura dos holandeses (o passeio tem o apoio de um audioguia). 

Numa visita a Amesterdão é, igualmente, imperdível comer uns belos crepes salgados e as famosas gaufres, simples ou com gelado, bem como o queijo gouda, que se vendem por todo o lado e são um reconforto para a alma. Para os mais arrojados, uma entrada numa coffee shop e um passeio noturno pelo bairro vermelho são, de igual modo, programas a considerar. Não entrei em nenhuma coffee shop, mas posso dizer-vos que a canabis grassa por tudo o que é alimento, até esparguete de canabis vi à venda. Em lojas específicas, naturalmente. Nas ruas, ninguém fuma, só mesmo nos locais específicos. Quanto ao "Red District", não resisti em conhecer, afinal é um dos motivos que tornaram Amesterdão tão conhecida! Posso dizer que esperava algo bem mais hardcore. Basicamente, são senhoras em lingerie e há para todos os gostos, mas tudo muito soft!

Mostrarei, um dia, esta cidade aos meus filho, certamente! Até lá, recordar é (re)viver!

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Pretty much ...myself portrait

Querida Constança,

Espero bem que um dia te formes em Medicina, em ortopedia, de preferência! É que de tanto andar contigo ao colo vou precisar de um médico de plantão! 

Ser mãe não é para meninos! Essa é que é essa!

 

2 meses de ti

A minha lady C. já fez 2 meses. Foram 2 meses intensos, polvilhados de emoções distintas, mas repletos de memórias para a história da nossa família. A chegada da princesa foi um momento muito feliz. Porém, depois de um parto e pós-parto que jamais esquecerei, a sua chegada ficou também marcada por muita angústia, que ficou no passado, mas insiste em manter-se presente. Das coisas más nem falarei, prefiro esquecê-las. Falemos, então, de experiências e de coisas bonitas, que nos enchem a alma e o coração. 

Sermos pais pela segunda vez é muito bom, mas sentimo-nos enganados por todos os que nos juravam que com o segundo filho tudo seria mais fácil. A nossa experiência mostrou-nos que não é, de todo. Pelo contrário, temos de passar por tudo de novo, sem descurar da atenção a dedicar ao primogénito, que vê a sua vida invadida por outrem que, de repente, rouba a atenção que era exclusivamente sua. E para nós é muito complicado distribuirmos o nosso tempo pelos dois, até porque um bebé requer muito trabalho e dedicação.

Confesso que estes primeiros 2 meses puseram à prova a nossa capacidade de resistência. A nossa adaptação a esta nova vida a 4 foi complicada e só agora começamos a lidar melhor com as novas rotinas. As noites mal dormidas deixaram mossas! A lady C. só dormiu bem nos primeiros dias na CUF. Desde que viemos para casa tem sido ...dantesco! Em boa verdade, a C. é choronita e muito temperamental, digamos assim. Tem muita dificuldade em adormecer e faz soninhos muito pequenos. Só adormece ao colo e quando a deitamos na cama parece que a dita tem picos, tal é o solavanco! Já experimentamos de tudo: white noise, ir com ela para debaixo do exaustor, cantar, embalar, abanicar, deitá-la na nossa cama, sussurrar, dançar, enfim, todas as dicas e mezinhas que encontramos na internet. Para além de andar meio zombie, há a questão das c..... das cólicas! Roubam-nos toda a fruição de termos um recém-nascido em casa. A par disto, e talvez por isso, a lady C. é uma bebé...difícil. Às vezes leva-nos ao desespero...mas logo em seguida oferece-nos um enorme sorriso, com o seu olhinho azul a brilhar e derrete-nos todos.  E é por esse sorriso que ando dias inteiros de pijama e sem me pentear, que como de pé, durmo sentada contigo ao colo, tomo banho quando Deus quer (e tu permites) e troquei o meu "Valentina" por cheiro a leite ou bolçado (ou pior ainda, que o pudor não me deixa escrevê-lo).. Enfim, mãe sofre. Tudo isto é, todavia, transitório. Daqui a pouco tempo as cólicas desaparecerão e entrarás na rotina dos sonos. Até lá, temos de ter uma boa dose de paciência e dar muito miminho. Porque tudo passa rápido e logo, logo deixas de ser o nosso bebé.