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No meu reino

Episódios de uma família como tantas outras

No meu reino

Episódios de uma família como tantas outras

Parabéns, meu pequeno Tomás!

Há 7 anos atrás chegaste aos nossos braços e ofereceste-nos o melhor momento das nossas vidas! Reproduzir a emoção que vivemos nesse dia por palavras é-nos, de todo, impossível. Não há palavras. Como pude viver 30 anos da minha vida sem ti? Porque a partir daquele dia 17 de julho de 2008 a nossa vida ganhou um novo sentido. Trouxeste-nos o nosso maior projeto, aquele que dá concerto ao desconcerto, que nos faz sonhar e que nos dá vontade de abraçarmos cada dia como se fosse o último: sermos teus pais!

Ver-te crescer tem sido um enorme privilégio. Em boa verdade, tu correspondes a tudo o que sonhamos...fomos mesmo bafejados pela sorte! És um menino tão especial, tão bonito e inteligente, tão forte e sensível, tão razão/emoção!!!

Tenho, porém, de concordar com o Saramago quando escreveu que os filhos são do mundo:

"Devemos criar os filhos para o mundo. Torná-los autónomos, libertos, até de nossas ordens. A partir de certa idade, só valem conselhos. Especialistas ensinaram-nos a acreditar que só esta postura torna adulto aquele bebê que um dia levamos na barriga. E a maioria de nós pais acredita e tenta fazer isso. O que não nos impede de sofrer quando fazem escolhas diferentes daquelas que gostaríamos ou quando eles próprios sofrem pelas escolhas que recomendamos. Então, filho é um ser que nos emprestaram para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem. Isto mesmo! Ser pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é se expor a todo tipo de dor, principalmente da incerteza de estar agindo corretamente e do medo de perder algo tão amado. Perder? Como? Não é nosso, recordam-se? Foi apenas um empréstimo!".

Mesmo com esta consciência, quero que continues a ser só meu. Quando se trata de ti sou tão egoísta...porque és o meu mundo...o meu sonho...o meu maior projeto.

 E pensar que ainda ontem eras assim:

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Parabéns, meu amor!

E chegámos às 38 semanas

O bebé:

  • O bebé continua a engordar e a ganhar formas arredondadas.
  • Os seus intestinos continuam a produzir mecónio (primeira matéria fecal produzida pelo bebé).
  • Todos os sistemas do bebé estão completamente desenvolvidos e prontos para a próxima etapa.
  • O tamanho da cabeça é proporcional ao corpo (a cabeça e o abdómen têm agora o mesmo diâmetro).

A mamã:

  • A placenta começa a envelhecer e a tornar-se menos eficiente no fornecimento de nutrientes.
  • O peito continua a aumentar enquanto se prepara para a amamentação. Os finos vasos sanguíneos podem ser mais visíveis à medida que a pele estica e se torna mais transparente. A pigmentação castanha à volta dos mamilos pode alastrar para o resto do peito. Depois da amamentação, tudo voltará ao normal.
  • Pode sentir alguma sensibilidade na zona pélvica e dificuldade em levantar-se da cama. Faça-o devagar e apoie-se para não perder o equilíbrio.
  • Na consulta desta semana, o seu médico irá avaliar a posição do útero e se existe ou não dilatação.
  • Massaje a sua barriga. Esta é uma forma muito especial de estabelecer contacto e comunicar com o seu filho.

In http://www.maemequer.pt/

 

Consulta das 37 semanas

Hoje, às 37 semanas e 5 dias, fomos àquela que será, provavelmente, a última consulta antes do grande dia! Foi a consulta mais rápida de todas. Começámos pela triagem e tudo ok. Em boa verdade, não foi uma triagem tão boa como as restantes: aumentei bastante o meu peso (2 kg) nesta última semana, algo que não me surpreendeu dada a retenção de líquidos. Isto porque bebo aos 3 litros de água por dia e fica quase tudo armazenado!!! Não podendo tomar qualquer diurético, convenhamos que me assemelho bastante a um aquário!!!

Seguiu-se o ctg, que revelou movimentos fetais em ordem, um coração a bater certinho e apenas uma ligeira contração. Estranhei este resultado, isto porque tive algumas dores no fim de semana e muitas contrações, o que me levou a pensar que teria chegado a hora! Aparentemente, acabaste por gostar do teu cantinho e agora queres manter-te por lá por mais uns tempos. 

Depois, fomos ver-te de novo e, para muita tristeza minha, as boas notícias da semana passada nada mais foram do que um sopro de esperança dado que a dilatação voltou a aumentar. Fiquei, novamente, de coração apertadinho. A nossa GO tranquilizou-me e pediu-me que desvalorizasse este novo resultado, mas uma mãe quer sempre receber boas notícias e hoje não foi um dia bom...mas há que evitar pensar nisso e ser o mais otimista possível. De resto, estava tudo ok contigo: continuas a engordar e a falta de espaço já te está a deixar toda dobradinha! Parecias um caracol, toda enrolada!

Hoje o dia do parto tornou-se menos abstrato e o bloco foi reservado pela dra. à nossa frente. Conversamos sobre a epidural, que no parto do teu mano não pegou e a mãe não pode, deste modo, ouvir o seu primeiro choro. Tive mesmo muita pena que tal tivesse acontecido, é um momento único e, como tal, gostaria de o viver desta vez. Ainda correndo o risco da história se repetir, experimentaremos a epidural novamente e logo se verá. E assim terminou a consulta, com um "até breve" e um nervoso miudinho de quem te espera e vê agora o grande dia a aproximar-se!

Antes de sairmos do hospital, ainda falámos com a enfermeira-parteira sobre a roupa que devemos vestir à bebé. Tinha algumas dúvidas sobre o body: mangas compridas ou curtas? Compridas, sem dúvida. Explicou-me que, apesar do calor, nos primeiros dias os bebés costumam ter algum frio. O babygrow deve ser de algodão, nada de tecidos quentes, tipo veludo. A mantinha para o pós-nascimento pode ser de lã e assim, little C., embrulhar-te-emos na manta de família que acolheu o teu papá há 37 anos atrás. Mais vintage do que isto não há!

Lugares onde fui feliz...Tunísia

A Tunísia tem andado na boca do mundo e não é pelos melhores motivos, com muita, muita pena minha. Um lugar onde me senti tão segura...que fatalidade! O turismo já está a ser afetado, como se previa. Tudo causado pelo fanatismo de um lunático qualquer, que decidiu devastar a vida de tantos, pessoas inocentes que viram as suas vidas ceifadas num período em que tudo o que desejavam era passar bons momentos!

De facto, se há lugar onde fui realmente feliz foi na Tunísia!!! Visitei o país em maio de 2005, que foi, indubitavelmente, um dos melhores anos da minha vida. Estávamos em lua de mel! Escolhemos a Tunísia por vários motivos: fugir aos destinos clichés de lua de mel (temos a mania de não seguirmos com a "manada"); a duração da viagem (pouco mais de 2 horas), já que o marido só tirou 8 dias e não podíamos desperdiçar 2 dias só para chegar ao destino; o exotismo do país; o preço da viagem. Não poderíamos ter feito melhor escolha! Adorámos! 

Ficámos na zona balnear de Hammamet, um lugar lindíssimo, cheio de exotismo e de charme. Ainda hoje parece que sinto o odor da marginal, um misto de maresia, de especiarias e de doces, provenientes das várias tendinhas de gelados e nougats que há por todo o lado. Os doces foram, de resto, o que mais nos acalentou a alma em termos gastronómicos. O facto de não colocarem sal na comida e de todos os pratos saberem à mesma erva (que não conseguimos deslindar de que erva se tratava) não nos deixou deslumbrados com a cozinha do país. Já no que toca à pastelaria, tratando-se de uma ex-colónia francesa, os doces eram divinais, principalmente os do pequeno-almoço no hotel, que me fizeram encaixar 3 quilos numa semana! Em férias não entram dietas nem sacrifícios e este tipo de pecados têm mesmo de ser permitidos!!!

Mas nem só de experiências gastronómicas se fazem as viagens e a Tunísia tem muito para oferecer. Gostei particularmente de andar a camelo, um bicho simpático, mas algo fedorento, numa cáfila, rumo a uma povoação, onde pude vivenciar o quotidiano dos tunisinos e realizar muitas aprendizagens sobre a sua cultura. A noite tradicional que experimentamos deu-nos um cheirinho do melhor savoir faire tunisino: dança do ventre, faquires, encantadores de serpentes, muita tâmara, muito chá de menta, muita cachimbada! Ver o meu marido com uma cobra capelo a sair pela braguilha das calças também será algo que recordarei para todo o sempre. 

As excursões que fizemos a Tunes, a capital tunisina, e às ruínas de Cartago que restaram da invasão romana, foram experiências memoráveis, principalmente Cartago, que nos transportou para uma verdadeira viagem no tempo. Fundada por uma princesa fenícia, Cartago, cercada pelo azul do mediterrâneo, viu-se desde sempre enlaçada em lendas e gera no visitante uma vontade voraz de querer saber mais sobre o que por lá se passou. Uma das lendas (grega) reza que a princesa Dido terá chegado de Tiro, após o seu marido ter sido morto pelo irmão, e só lhe terá sido permitido comprar uma área de terra correspondente ao tamanho da pele de uma vaca. Assim, Dido terá cortado a pele em tiras finas e com elas delimitou um território suficiente vasto para fundar a cidade: Cartago. 

Sidi Bousaid, a terra do senhor, é outro local imperdível numa visita à Tunísia. Com uma arquitetura pintada de branco e azul, situada numa falésia sobre o mar e marcada por ruelas sinuosas, Sidi Bousaid é uma vila pitoresca, com uma paisagem de cortar a respiração, que faz lembrar as ilhas gregas e, simultaneamente, nos coloca num dos contos das mil e uma noites, tal o seu misticismo e exotismo. Perdi-me na sua beleza. Foi aqui, também, que reaprendi a apreciar chá, pois bebi o chá de menta mais delicioso que provei na vida.

Naturalmente que há um ou outro aspeto menos agradável face ao país. Tratando-se de um país muçulmano, um ocidental pode chocar-se facilmente com a forma como as mulheres são tratadas, mesmo as estrangeiras. Oferecerem Ferraris por mim ao meu marido não foi algo bonito de se ver, senti-me um mero objeto e compreendi melhor o que significa ser mulher para aquela cultura. Recordo, igualmente, a nossa chegada ao hotel, quando o bagageiro, vendo-me carregada com dois malões, passa por mim como se eu fosse transparente e vai ajudar o meu marido com as malas dele. Ou quando pagava qualquer coisa e davam o troco ao meu marido. Enfim, são questões culturais que exigem muita abertura de espírito. Ainda assim, voltaria à Tunísia, sem qualquer hesitação (mas não neste momento, confesso)!

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Obstipação na gravidez: como resolver

 

A obstipação é um problema que atinge grande parte das futuras mamãs numa determinada etapa da gravidez. Este "desconforto" é ainda mais severo se já havia anteriormente uma certa tendência para ficar obstipada. Na gravidez, as alterações hormonais e, principalmente, o aumento da concentração da progesterona, provoca um relaxamento de toda a musculatura, incluindo dos intestinos e das paredes dos vasos, causando um desacelaramento da matéria fecal e, consequentemente, as paredes intestinais acabam por absorver uma maior quantidade da água contida nas fezes, que ressecam e ficam duras. A par deste fator, a utilização de suplementos que contém ferro, a inatividade física ou uma alimentação pobre em fibras poderão agravar severamente este quadro. Há, contudo, mulheres, um grupo no qual me incluo, que mesmo bebendo muita água e ingerindo muitas fibras mantêm esta dificuldade.

Em boa verdade, no início da minha gravidez, sofri horrores com este problema e  a minha GO chegou a dar-me medicação para controlar a situação minimamente. Todavia, como sou algo avessa a medicamentos, procurei a ajuda do meu querido homeopata, que me prescreveu um tratamento através do qual obtive excelentes resultados e, felizmente, não voltei a sofrer deste mal.

Para além de uns grânulos que tomei diariamente e pelo período de um mês, a minha alimentação teve de sofrer alguns ajustes, nomeadamente o pequeno-almoço, que passou a incluir papaia ou mamão e cereais integrais. As sopas passaram a privilegiar vegetais de folha verde como as nabiças (resultam sempre). Aumentei a ingestão de sumos naturais (laranja) e eliminei o pão branco, passando a optar por pão de mistura, integral e o mais escuro possível. O leite passou a ser sem lactose e fui substituindo por cevada. Carnes vermelhas, maçãs, peras, bananas, cenouras, etc. passaram a ser consumidas muito esporadicamente. Aumentei o consumo de quivis, ameixas, manga e ananás. 

Já dizia o Hipócrates que o teu alimento deve ser o teu medicamento!!! É bem verdade.

E chegámos às 37 semanas!!!

O bebé:

  • Às 37 semanas, o bebé é considerado um bebé de termo e pode nascer a qualquer momento.
  • Os intestinos acumulam uma considerável quantidade de mecónio (primeira matéria fecal produzida pelo bebé) que é usualmente eliminado logo após o parto.
  • O bebé já pratica os movimentos respiratórios preparando-se para a vida fora do útero.
  • A tonicidade muscular está estabelecida e já é capaz de agarrar.
  • O bebé continua a ganhar peso. A falta de espaço faz com que o bebé mantenha os membros dobrados e junto ao corpo.
  • O sistema imunitário do bebé continuará a desenvolver-se depois do nascimento. Nos primeiros tempos, as defesas naturais do seu bebé serão reforçadas com a amamentação devido aos compostos que lhe transmite através do leite materno.
  • Os ossos são flexíveis e a ossificação e endurecimento progridem.

 

A mamã:

  • O seu corpo prepara-se para a amamentação. Ao nascer, o sistema imunológico do bebé ainda não está maduro o que significa que precisa de defesas externas que o ajudem a combater os agentes bacteriológicos. O sistema imunitário do bebé continuará a desenvolver-se depois do nascimento. Nos primeiros tempos, as defesas naturais do seu bebé serão reforçadas com a amamentação devido aos compostos que lhe transmite através do seu leite.
  • No final do tempo, o seu peito pode expelir algum colostro (substância que antecede a subida do leite, rica em anticorpos que ajudam a suprir a imunodeficiência do bebé ao nascer). É importante que hidrate a pele do peito e do mamilo, preparando-os para a amamentação.
  • Na consulta desta semana será realizada uma avaliação ginecológica para verificar a dilatação do útero, a integridade da bolsa amniótica e a posição do feto. Como o bebé já está na posição de nascimento, o médico poderá decidir o tipo de parto: normal oucesariana.
  • Prepare-se para o internamento. Marque uma hora no seu cabeleireiro/esteticista para cuidar do seu corpo. Lembre-se que vai estar sujeita a situações de grande exposição física e de que se deverá preparar para se sentir o mais confortável e segura possível com o seu corpo.

 

In http://www.maemequer.pt/

Consulta das 36 semanas e boas notícias

Foi na 2ª-feira. Apanhamos um trânsito terrível de hora de ponta, com a via norte apinhada de carros, de gente que se dirigia para mais um dia de trabalho e que me trouxe uma certa nostalgia, confesso. Mexeste-te muito durante a viagem até à CUF, muito provavelmente por ter passado o tempo todo a "melgar" o avô por travar muito em cima do carro da frente! Começamos por fazer o ctg e, para não variar, ainda tiveste tempo de pregar uma partida à mamã e de me retirar a respiração, pois a enfermeira não conseguia apanhar as batidas do teu coração. Felizmente, era só uma questão de posição! E voltaste às tuas imensas acrobacias, que iam desviando o aparelhómetro e fazendo sorrir a mamã!!!

Mais tarde fomos visitar a nossa dra. MJM, que me achou serena e bem disposta, como, de facto, estou! Falámos um pouco e apresentei as minhas queixas, comuns à generalidade das mamãs em fim de tempo: inchaços, moeiras, pernas presas, calores, retenção de líquidos, etc., nada de especial, portanto. O importante é que estamos bem, tensões ok, contrações quase inexistentes, colo do útero e liquido amniótico dentro dos parâmetros normais, e peso ótimo, engordei 6 kgs apenas. E a mamã recebeu rasgados elogios pelo peso e por ter uma barriga muito bonita, palavras da GO. Coisas pequeninas que nos fazem sentir muito bem! De seguida, fomos ver-te: continuavas de costas, dentro do teu casulo. Aumentaste o teu peso para 3,069 gramas e estavas cheia de vitalidade. Depois de ver o teu coração e medir o fluxo do teu cordão umbilical eis que, entre medições, a dra. MJM exclama: " - A dilatação dos rins diminuiu!!!". Mediu duas vezes para confirmar. Ficamos mesmo felizes, é um resultado muito animador, ainda que tenhamos de ter todos os cuidados quando nasceres na mesma. Ainda assim, foi um momento de conquista e superação, que elevou muito o ânimo dos papás! 

Continuarás no teu T0 mais uns tempos!

Mas esta malta não quer ganhar dinheiro?

Desde que estou em repouso absoluto que a maioria das minhas compras são feitas on-line. Assim, quando quero saber se há algum tamanho, envio um e-mail à loja, quase sempre lojas do comércio tradicional (e pouco frequentadas, digo eu), e espero, espero, espero... E se há lojas que respondem em 2 ou 3 dias, outras nem se dignam a responder. Não posso crer que lojas de comércio tradicional estejam tão atarefadas que não disponham de 2 minutos para responder a um e-mail. Só posso concluir que: a) isto não está tão mau como se pinta e que ainda há empresas que podem dar-se ao privilégio de não querer angariar novos clientes; b) as empresas provavelmente não recrutam os melhores profissionais. Mas que fico danada com isto, fico! 

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